segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sinais de fumaça

Às vezes fechos os olhos
E lacro bem os ouvidos
Para não ver nem ouvir
As mazelas do mundo.

Sou um covarde!
Ou quero me preservar?
Não sinto nelas poesias
Mas observo sinais de fumaça. 

São gritos que ecoam
Que se arrastam pela minha mente
Sou incapaz diante destas situações
Por isso não tomo partido.
  
Prefiro o anonimato...
“Afinal todo poeta é um fingidor”
Pois para ele não há dor
“Nem a que deveras sente.”


Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

2 comentários:

  1. Discordo da última estrofe. Penso que os poetas são seres iluminados capazes de traduzir em versos aquilo que está impregnado na alma.
    Bjsss

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